Indique as datas desejadas de entrada e saida.
1 Quarto espaço
1 Casa de banho privativa
Cancelamento flexível
Desde 60.00EUR/noite
Várias opções de pagamento
Sobre o alojamento
No piso superior da Casa de Hóspedes Viana, com acesso direto ao terraço e à sua vista privilegiada sobre a Ria Formosa, a suite Polvo é um convite ao descanso e à contemplação.
Decorada com mobiliário moderno e pensada ao pormenor, dispõe de cama de casal, casa de banho privativa, televisão LED, ar condicionado e Wi-Fi — tudo incluído, sem custos adicionais.
Para as famílias, disponibilizamos berço mediante pedido prévio, sem qualquer encargo extra. A suite permite ainda a instalação de uma cama extra, disponível a partir do terceiro hóspede, com um acréscimo de 30% sobre o valor diário da estadia.
Uma suite. Uma vista. Uma experiência.
O polvo é um dos animais mais fascinantes e misteriosos do oceano. Inteligente, solitário e de uma adaptabilidade extraordinária, habita os fundos rochosos e arenosos com a discrição de quem prefere não ser visto — escondendo-se nas fendas, mudando de cor e de textura em frações de segundo, enganando predadores e presas com igual mestria. No Mediterrâneo e no Atlântico, é capturado há milénios, e a sua presença nas mesas do sul de Portugal é tão antiga quanto as próprias comunidades costeiras.
No sotavento algarvio, o polvo é muito mais do que um ingrediente. É parte da identidade. Estendido a secar nas pedras e nos varais ao longo da orla costeira, tornou-se uma das imagens mais icónicas desta costa — um sinal de que se chegou a um lugar onde o mar ainda dita o ritmo da vida. Cozido, grelhado, em arroz, em salada ou na famosa caldeirada, o polvo está presente em quase todas as mesas da região, das tascas mais humildes aos restaurantes mais reputados.
Para o clã Viana, o polvo não é apenas um prato — é um fio condutor. Foi a pesca do polvo, com os alcatruzes que Sebastião Viana terá adaptado das noras locais e o sistema de teia que desenvolveu, que lançou as fundações de tudo o que viria a seguir. O polvo alimentou famílias, financiou sonhos e permitiu que uma casa de pescadores se fosse transformando, ao longo de gerações, na Casa de Hóspedes Viana que hoje acolhe viajantes de todo o mundo. Há quem diga que, numa noite de vento e maré cheia, ainda se sente na cozinha da casa o cheiro inconfundível do polvo a cozer a lume brando — como se a memória de Sebastião recusasse partir de vez. E talvez seja mesmo assim.
Amenities
Cabanas de Tavira a Pé
A frente ribeirinha
Cabanas de Tavira convida, antes de mais, a uma vida lenta e de descoberta pedestre. O passeio pela frente ribeirinha, com a ria sempre presente à esquerda e as casas baixas e coloridas à direita, é o ritual de chegada que todos os hóspedes repetem manhã após manhã. Daqui se avistam as embarcações dos pescadores, os flamingos ao longe nas lezírias e, ao fim do dia, os pores de sol sobre a ria que tingem o céu de laranja e rosa.
A praia — Por barco, em dois minutos
O acesso à Praia de Cabanas faz-se pelos barcos fluviais que partem mesmo em frente à Casa de Hóspedes Viana — uma travessia de apenas dois minutos que transporta o visitante para um mundo completamente diferente: uma faixa de areia dourada e pristina, com o Atlântico de água cristalina de um lado e a quietude da ria do outro. Pouco massificada, sem construção à vista, é uma das praias mais autênticas e preservadas do sotavento algarvio. Quem quiser explorar mais pode caminhar ao longo do areal, descobrindo recantos cada vez mais solitários.
À mesa em Cabanas
Na frente ribeirinha de Cabanas, as esplanadas e restaurantes convidam a sentar com vista para a ria. Nos menus encontrará peixe do dia acabado de apanhar — dourada, robalo, linguado, cherne —, mariscos da ria como amêijoas, ostras, berbigão e camarão, e o incontornável arroz de lingueirão ou de conquilhas, que é por si só uma viagem sensorial às águas tranquilas que se avistam da janela.
💬 Os anfitriões conhecem bem a zona e têm recomendações personalizadas para cada gosto e ocasião — não hesite em pedir sugestões antes de sair.
Descobertas nas Redondezas
💬 Para qualquer uma destas descobertas, os anfitriões da Casa de Hóspedes Viana estão sempre disponíveis para orientar, recomendar e personalizar o roteiro ao gosto de cada hóspede.
... e ainda!
Excursões de Dia Completo: Destinos a Descobrir
A localização privilegiada de Cabanas de Tavira coloca o hóspede no centro de uma rede extraordinária de destinos, todos eles a menos de duas horas de carro. Desde aldeias seranas a capitais europeias de flamenco e azulejos — há sempre um bom motivo para sair a explorar.
Faro — A Capital do Algarve (~45 minutos)
Muitos visitantes passam por Faro sem lhe dar a atenção que merece — e perdem muito. A Cidade Velha de Faro é uma jóia cercada de muralhas medievais, acessível pelo majestoso Arco da Vila, uma porta neoclássica com exterior imponente e alma árabe no interior, onde as cegonhas nidificam nos meses mais quentes. Dentro das muralhas, o tempo abranda: a Sé Catedral, o Museu Municipal, os laranjeiros e o silêncio das ruas de calçada fazem de Faro uma visita obrigatória. A frente ribeirinha e a marina completam a experiência com esplanadas animadas e vistas sobre a Ria Formosa.
Olhão - A Cidade Cubista (~50 minutos)
Olhão é uma surpresa para quem a visita pela primeira vez. A sua arquitectura de influência mourisco-norteafricana — terraços, açoteias e casas cúbicas caiadas — é única no panorama algarvio. O ex-líbris da cidade são os seus dois mercados ribeirinhos, construídos no início do século XX em ferro e tijolo vermelho, onde todos os dias de semana a oferta de peixe fresco, marisco, frutas e produtos locais é um espectáculo para os sentidos. À saída do mercado, a frente ribeirinha convida a um passeio tranquilo com vista para as ilhas da Ria Formosa.
São Brás de Alportel - O Algarve da Serra (~45 minutos)
A poucos quilómetros do litoral, São Brás de Alportel revela um Algarve completamente diferente: sereno, verde e perfumado a alecrim e laranjeira. Esta vila do barrocal algarvio foi nos finais do século XIX um importante centro da indústria da cortiça, e a sua história pode ser descoberta no Museu do Traje, uma das mais encantadoras e bem preservadas colecções etnográficas do sul de Portugal, com trajes, ofícios, carroças e um jardim interior que convida à pausa. O percurso pelas suas ruas tranquilas e pela paisagem serrana em redor é um contraponto refrescante à agitação balnear da costa.
Tavira - Centro de Ciência Viva (~10 minutos)
Já mencionámos Tavira no capítulo das descobertas nas redondezas, mas há uma visita que merece destaque especial — e que os hóspedes da Casa de Hóspedes Viana têm razão especial para não perder. O Centro de Ciência Viva de Tavira, instalado no Largo do Carmo, é um espaço interactivo, criativo e surpreendente, que transforma a ciência numa experiência lúdica e envolvente para todas as idades. As demonstrações ao vivo feitas pelos monitores são um dos pontos altos da visita.
🎟️ A Casa de Hóspedes Viana tem parceria com o Centro de Ciência Viva de Tavira — os nossos hóspedes beneficiam de desconto na entrada. Peça mais informações ao anfitrião no momento do check-in.
Sevilha - Uma Capital Europeia a 2h30 de Cabanas
Para quem quer esticar as pernas além-fronteira, Sevilha é uma das cidades mais sedutoras da Europa — e está a apenas 2 horas e 30 minutos de carro de Cabanas de Tavira, pela A22 e pela A49 espanhola.
A capital da Andaluzia é uma cidade de escala humana e beleza monumental. A Catedral de Sevilha, a maior catedral gótica do mundo, e a sua torre La Giralda — um antigo minarete almóada reconvertido em campanário — dominam o horizonte e contam séculos de história islâmica e cristã numa única estrutura deslumbrante. O Real Alcázar, palácio real ainda em uso, é um dos exemplos mais extraordinários da arquitectura mudéjar no mundo, com jardins que parecem saídos de um conto de fadas.
Mas Sevilha não é apenas monumentos. É também o bairro de Santa Cruz, com as suas ruelas estreitas e vasos de cravos nas janelas; é o flamenco que se ouve ao anoitecer nas tascas do centro histórico; é o passeio na margem do Rio Guadalquivir ao final da tarde, quando a luz andaluza pinta tudo de dourado. E é, claro, a gastronomia — as tapas de jamón ibérico, as gambas al ajillo, o salmorejo e o fino gelado bebido ao balcão de um bar centenário.Uma excursão a Sevilha merece um dia inteiro — e quem vai, raramente fica satisfeito com uma única visita.

